sexta-feira, 6 de maio de 2011

AO POLICIAL IVAN!-GRANDE GUERREIRO!



Engracado como os assuntos vem e vao na minha cabeca.
Quando vinha pra casa eu tinha um tema muito interessante... mas depois de passar no supermercado, arrumar as compras, botar a roupa na maquina, ligar o despertador para avisar a hora de sair novamente e ligar o C.P.- Companheiro Programado - eu simplesmente nao sei mais qual era o tema.... hehehehehe! - estou ficando velha... é tempo.
Estacionei meu meio de transporte principal aqui debaixo da mesa, sobre um banquinho, para ele tomar um folego, tirei os sapatos - de casa - mas deixei as meias... ainda temos 14 graus e janela aberta, sol entrando, fumaca saindo, e frio entrando tambem...
Nao que minha casa esteja pegando fogo, mas eu adoro queimar dinheiro.
Um companheiro das horas incertas... da fome, do cansaco, da insonia, da bebida, do riso, da farra, do passeio, do descanso...

Agora me lembrei do grande marido que tive na vida: o IVAN!

O Ivan era maravilhoso. Apesar de velho, me levava para onde eu queria. As vezes estava ate doente, mas ia assim mesmo, reclamava um pouco, mas logo pegava no tranco.
Fica la, na praia, no sitio, na poeira, no sol, e me esperava sem reclamar ate a hora que eu e a criancada quisesse voltar pra casa.

Algumas vezes ele estava com o sono tao ferrado que demorava acordar... e precisava de um empurraozinho...

Ele tinha um pequeno problema de locomocao, mas com muitos companheiros ele acertava o passo e seguia o caminho direitinho.

E chuva! Nao tinha problema. Ele enfrentava numa boa. Era seguro na hora da gente atravessar pocas de agua, ou mesmo riachos. Um dia ele ficou com tanta raiva da buraqueira que comecou a sair fumaca pelos ouvidos... ai eu parei de exigir tanto dele e o levei ao medico. Ele estava estressado. Viajava demais, passeiava demais.

O Ivam era assim, calado. Quando a gente viajava ele ate conversava e fazia uns barulhinhos estranhos. Acho que para driblar a monotonia das estradas de terra por onde a gente passava.

Bem, nosso amor durou uns dois anos.

Eu fui trabalhar em outra cidade e quando retornei tive a triste noticia que o IVAN tinha adoecido e levado para a capital, morera, sozinho, abandonado ... ele estava velho, eu sei, mas por que nao me avisaram. Eu teria ido com ele. E talvez tivesse ate um jeito dele passar mais algum tempo em atividade.

Pois é.

o IVAN morreu: de maus tratos, de esquecimento, trocado por outro novinho em folha...

Nunca mais,

Entretanto, ninguem nunca conseguiu substituir realmente o IVAN, com sua alegria, sua raca, sua persistencia... ele adorava criancas... e as criancas o adoravam.

Aqui uma homenagem ao meu querido e grande amor: IVAN!

NUNCA LHE ESQUECEREI!

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